15 de maio de 2018

Braga Romana 2018



Caros amigos,

Como já é habitual, estamos a organizar a nossa participação no Cortejo Triunfal de Braga Romana. O cortejo realizar-se-à no dia 25 de Maio, sexta -feira, pelas 21h30. Para darmos continuidade ao sucesso da nossa participação abrimos as inscrições aos nossos amigos, pois Braca Augusta deve ser vivida em comunidade.
Assim, convidamos todos os nossos amigos a se juntarem a nós.
Para se inscreverem basta enviar e-mail para info@jovemcoop.com, onde serão fornecidas as devidas instruções.
As inscrições terminam dia 20 de Maio, mas são limitadas, por isso apresse-se.

Contamos Consigo!

20 de abril de 2018

Peddy Paper por S. Victor



No âmbito do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, a Jovemcoop em parceria com a Junta de Freguesia de S. Victor vai realizar um peddy paper pela freguesia. Dia 28 de Abril venha conhecer alguns recantos de uma das maiores freguesias da cidade. Em equipa ou individual, todas as inscrições são bem recebidas, o importante é participar. Para o fazer só precisa de enviar um e-mail para info@jovemcoop.com, com o nome e o número de c.c. de cada elemento.
Contamos consigo no Largo da Senhora a Branca pelas 10h.

3 de abril de 2018

Crónica "Uma Semana Exemplar"



Uma semana exemplar

A Semana Santa de Braga é o período mais típico e mais famoso que se vive na cidade. Invadida por turistas, Braga veste-se de roxo e negro para assistir aos dias culturais, que preenchem o seu quotidiano durante toda a semana, de um modo singular.

Apesar da escassa informação acerca das origens desta semana, sabemos que as tradições semelhantes aos dias de hoje ter-se-ão iniciado durante o século XVI, sofrendo algumas alterações e variações ao longo dos anos. Apesar de histórica e tradicional a Semana Santa foi-se adaptando aos tempos modernos, prova disso é, por exemplo, o seu vasto programa cultural que passa pelas mais diversas exposições, até concertos, sem nunca esquecer as procissões que são, sem qualquer dúvida, o seu ex-libris.

Com cerca de 95% de ocupação hoteleira, a Semana Santa já tem provas dadas como um ponto alto no turismo da cidade e por esse motivo merece ser tratada com honraria. Se para nós o bem receber é tão natural, durante este período devemos estar ainda melhor preparados para os turistas que chegam de todo o mundo para conhecerem as nossas tradições.

A estreia do projeto “How  can I help you” (Como o posso ajudar) organizado pela Creative Zone em parceria com o Município de Braga, a Associação Comercial de Braga e o International House foi sem dúvida uma grande melhoria na organização da Semana Santa. Este programa ocorreu desde o dia 26 até ao dia 31 de março e o seu objetivo era ter sempre um grupo de jovens voluntários nas ruas de Braga para poder ajudar os turistas que chegam sem nada conhecer. Estes jovens davam as informações necessárias para que quem chegasse pudesse aproveitar os dias seguintes da melhor forma. Na nossa perspectiva, esta iniciativa não só melhora a imagem de Braga com um acolhimento exemplar, mas vai ainda mais além, pois cativa os jovens voluntários a saber mais sobre a história da cidade, aumentando os seus conhecimentos e também o espírito de iniciativa.

Devemos sempre pensar que cada acção acaba por ter um ciclo de consequências, e a verdade é que este projeto, apesar de ainda não se saberem os resultados finais, acaba por influenciar quer os jovens que participam, quer os turistas que dele usufruíram pois se a experiência é boa certamente a iremos querer repetir, ou pelo menos a iremos divulgar o que acaba por potenciar o turismo na cidade, não só ao nível hoteleiro, mas também envolvendo todo o comércio local.

Outra excelente aposta de melhoria da Semana Santa foi o facto de termos uma aplicação (app) associada a uma procissão. A App “Minha Freguesia” durante a tradicionalmente conhecida como “Procissão da Burrinha” dizia-nos não só onde ia a procissão, mas também nos contextualizava sobre os quadros que estávamos a ver naquele momento. Para nós é fundamental a contextualização das nossas tradições, e a distribuição de um caderno informativo no início da procissão é já uma boa iniciativa, mas quando associamos isso a uma App sabemos que estamos a chegar a um público ainda maior e que acima de tudo estamos a acompanhar os tempos modernos.

É fundamental que as tradições vão sendo adaptadas aos tempos modernos, sem nunca perder as suas origens é claro, mas hoje temos de tentar chegar a todo o público, a informação deve estar sempre acessível, tal como os locais. Por exemplo, na Freguesia de S. Victor a contextualização de alguns monumentos tem vindo a melhorar cada vez mais, além de estar nas várias línguas a que já nos habituamos, está também em braile e em língua gestual.

Sabemos que ainda muito se pode fazer para melhorar a nossa Semana Santa, mas também devemos reconhecer que este ano houve melhorias significativas que esperamos ver replicadas posteriormente. No entanto o mais importante exemplo que a Semana Santa nos dá é o espírito de união vivido por toda a cidade, que trabalha para fazer esta semana acontecer. Um espírito que deve ser vivido em todos os acontecimentos de Braga.

6 de março de 2018

Crónica "Icones de Braga"




Ícones de Braga

Muito se tem falado sobre a candidatura do Bom Jesus a Património Mundial da Humanidade, classificação instituída pela UNESCO. Foram cerca de 20 anos de trabalho e planificação, reconhecidos neste último mês, com a confirmação da presença deste monumento na lista de candidaturas. Desengane-se quem menospreza a presença do Bom Jesus na lista dos candidatos, pois para nela entrar são muitos os requisitos a ter em conta. Além de ter de garantir o Valor Universal Excepcional do monumento, a conservação e a proteção são também uma mais-valia que sustenta esta candidatura. Esta etapa, já conseguida, irá potencializar ainda mais o turismo de toda a cidade, particularmente de toda a área circundante do monumento. Agora, será necessário que esse turismo cresça de forma planificada, para que se consiga dar uma resposta digna desta candidatura, pois certamente ao aumentar a procura aumentam também as necessidades, como o alojamento, a alimentação e até mesmo os meios de transporte para que haja uma maior união entre o centro da cidade e o um dos seus santuários. Mandado edificar por D. Rodrigo de Moura Teles, este santuário sofreu grandes alterações, ficando como hoje o conhecemos apenas no século XIX. No entanto, apesar das alterações sofridas ao longo dos tempos, o conceito original nunca foi descurado pois a Via Sacra, no seu escadório, continua a realizar-se sobretudo na quaresma.

Também a Semana Santa de Braga é um potencial candidato para Património Imaterial da Humanidade, mas tem ainda muito a melhorar, apesar de ser já um marco importante na cidade. Embora esta candidatura seja a património imaterial, é preciso ter em conta o cuidado com a forma como as tradições tem sido implementadas e asseguradas, para que não descaraterizem a memória da cidade. Também é necessário um maior e melhor acolhimento aos turistas que nos visitam, pois cada vez mais o turismo é plural. Vivemos num mundo quase sem fronteiras, onde há cada vez mais facilidade em nos deslocarmos para conhecermos novas culturas e, com isso, chegam as novas línguas para as quais devemos estar preparados. Os materiais de apoio fornecidos a quem nos visita, devem ser adaptados aos tempos modernos, por exemplo, o mapa do barroco, distribuído no posto de turismo, já deveria estar mais actualizado, com uma imagem mais digna do século em que vivemos.

Existe ainda em Braga um Monumento Nacional, igualmente pensado por D. Rodrigo de Moura Teles, que poderia um dia ser candidato a Património Mundial da Humanidade. No entanto, devido às escolhas feitas anteriormente, esse monumento irá sempre sofrer as consequências e nunca poderá chegar a esse patamar. Falamos de um Monumento Nacional que é bastante completo, pois tem em si não só a sua construção, mas também a sua história e a fauna e flora que o envolve. Não fossem as escolhas tomadas, alheias ao monumento, e hoje poderíamos ter um Parque Verde das Sete Fontes muito maior, em vez de estar confinado às construções já existentes. Contudo o importante é que se concretize agora o Parque, pois a cidade precisa de um pulmão verde que a faça respirar melhor.

Como vê, caro leitor, vivemos numa cidade cheia de potencial no que ao património diz respeito e devemos honra-la cada vez mais. Deixe-se aproximar por estes ícones da cidade e verá que irá viver cada vez mais orgulhoso por Braga.

6 de fevereiro de 2018

Crónica "Apaixone-se..."


Apaixone-se…

No passado dia 29 de janeiro, a JovemCoop teve a honra de ser (re)eleita no Conselho Estratégico para a Regeneração Patrimonial e Urbana de Braga (CERPUB). Para nós é fulcral a existência de um conselho, constituído pelas mais diversas entidades, desde associações a juntas de freguesia, passando por individualidades com valor reconhecido no que ao conselho diz respeito. Tendo o CERPUB como função a definição de algumas linhas de ação municipal, a diversidade na sua constituição só pode ser vista como uma mais-valia para a cidade, dado que a discussão de um tema pode ser vista de diferentes perspetivas. Foram diversos os assuntos debatidos nesta primeira de quatro reuniões anuais. Foi abordado o projeto “Lojas com História” e também os centros comerciais de primeira geração, mas o foco da discussão esteve no prémio municipal de Reabilitação Urbana. Enquanto membros deste conselho esperamos que as medidas delineadas passem para a ação e que a reabilitação do centro da cidade passe a ser a palavra do dia.

Há ainda muito por fazer na cidade e não falamos apenas dos edifícios “habituais” como o S. Geraldo ou as Convertidas, mas também de algumas ruas como a Rua de S. Domingos, por exemplo, uma rua com grande afluência, onde se situa um dos equipamentos culturais da cidade e cujo edificado se encontra praticamente em ruínas. Na Rua de S. Gonçalo os passeios são praticamente inexistentes e na Rua de Sardoal os passeios têm socalcos que hoje não se coadunam com a mobilidade urbana.
Sabemos que fevereiro é conhecido como o mês do amor… e se fizéssemos com que todos se enamorassem por Braga durante todos os dias do ano? Vamos regenerar a nossa cidade para que os seus verdadeiros amantes a possam continuar a admirar?

É sobre o mote “Apaixone-se pelas Sete Fontes” que a JovemCoop convida todos os bracarenses a virem conhecer este monumento nacional. A terceira edição desta iniciativa acontecerá no dia 17 de fevereiro e o ponto de encontro é às 9h30 no Largo Monte de Arcos (junto à entrada do cemitério).

Esta atividade visa dar uma maior visibilidade às Sete Fontes, partilhando assim o potencial do local para ser o parque verde que a cidade precisa. É urgente respeitar o Complexo Eco-Monumental das Sete Fontes, pois infelizmente apesar de ser uma área protegida devido à sua classificação, este local é um alvo constante de atos de vandalismo e até mesmo de furto de alguns equipamentos, como foi o caso do filtro da água que se encontra na bica pública. Acreditamos que com a concretização do tão aguardado parque verde haverá mais vida naquele local, o que originará uma maior vigilância do mesmo, realizada até pelas pessoas que o irão frequentar. E atualmente precisamos de vida naquele espaço, tendo em conta as legitimas aspirações dos proprietários dos terrenos, que são moralmente condenáveis, pois a colocação de vedações é, nada mais, nada menos, que braços de ferro entre privados e as entidades públicas. Quem fica a perder são as pessoas que querem visitar as Sete Fontes.

É certo que a JovemCoop anseia pelo Parque Verde das Sete Fontes, tal como muitas outras entidades que sempre lutaram pela classificação e preservação deste espaço, mas a demagogia de algumas juventudes partidárias deixa muito a desejar, pois certamente olvidam que o estado actual deste monumento nacional e de toda a sua área circundante é a herança de uma má gestão de quem nunca se preocupou em fazer daquele local um verdadeiro parque verde. Neste apontar de dedos parece-nos que o importante não é discutir o presente, passando uma esponja no passado. Se querem falar do presente, debate-se com a cidade o passado para, de seguida, todos juntos apontarmos para o futuro, para as soluções, pois isso é o que fazem os que verdadeiramente valorizam o espaço. Cooperam para que sejam superadas barreiras e, dessa forma, estaremos certos que será mais fácil concretizar o parque verde das Sete Fontes em algo real e não apenas uma promessa política.


Despedimo-nos reiterando o convite “Apaixone-se pelas Sete Fontes” no dia 17 de fevereiro com a certeza de que será um amor à primeira vista. 

9 de janeiro de 2018

Crónica "Resoluções de Ano Novo"




Resoluções de Ano Novo

Caro Leitor, esperamos que tenha iniciado 2018 da melhor forma. Muito nos honraria, caso tenha decidido seguir o nosso conselho e aproveitou as resoluções de 2018 para se dedicar a alguma associação. Hoje, tal como manda a “tradição”, gostaríamos de partilhar consigo algumas daquelas que, do nosso ponto de vista, deveriam ser resoluções de ano novo para a nossa cidade.

Continuamos a desejar que o Parque Verde das Sete Fontes saia do papel e comece a ganhar forma no terreno. Cada vez são mais escassas as visitas, por parte do Município, a este Monumento Nacional. Terão as Sete Fontes caído no esquecimento após o restauro das Mães de Água, em 2014? Esperamos estar completamente enganados e que 2018 seja um ano marcante na preservação, mas acima de tudo, na valorização deste local tão especial para a cidade.

A Casa das Convertidas, classificada como Imóvel de Interesse Público, continua a ter as suas portas fechadas, abrindo a magnífica capela com o seu retábulo do século XVIII apenas nos dias da sua padroeira. Parece-nos pouco ambicioso, termos o Recolhimento de Santa Maria Madalena, que outrora era tão cheio de vida, de portas fechadas, escondendo o valioso legado que está dentro daquelas paredes. Infelizmente, as Convertidas não são um caso isolado, pois a Saboaria e Perfumaria Confiança já viveu dias mais auspiciosos aquando a comemoração dos seus 120 anos, realizada pelos atuais dirigentes da cidade. Agora, ambos os edifícios veem no seu futuro grandes incógnitas. Será que 2018 reserva um final feliz para estas peças centrais do património na cidade, atribuindo-lhes os destinos que ambos os imóveis merecem?

Um exemplo feliz de requalificação e valorização é o edifício GNRation, um local que começa a definir a sua identidade afirmando-se numa cultura alternativa com algumas exposições e concertos. Mas, a par de tudo isso, é fundamental abrir as portas do antigo quartel da GNR atraindo a atenção dos bracarenses para o interior deste imóvel, pois são muitos os que desconhecem a vida daquele espaço. Talvez este ano, com a chegada da Capital Europeia do Desporto (CED’18), haja uma maior facilidade em levar os bracarenses a entrar no edifício e conhecer o que tanto tem para oferecer.

Esperamos que 2018 nos faça lembrar o incomparável ano de 2012, onde celebrámos a Capital Europeia da Juventude. A CEJ’12 teve uma grande conquista no que à envolvência associativa diz respeito, foram 365 dias com uma Braga ativa e participativa. Talvez grande parte do sucesso da CEJ’12 tenha sido, também, a exploração das várias vertentes da “juventude”, desde atividades mais pedagógicas, até desportivas atraindo assim jovens de todas as idades. Acreditamos que também a CED’18 não se ficará apenas por competições profissionais, como o futebol, nem por atividades físicas como a corrida, mas que irá explorar o desporto nas suas mais diversas formas, por exemplo a nível da saúde e até a sua ligação com a educação, pois ser CED’18 é muito mais do que acolher competições que já existem, é criar a nossa marca. Esperamos que este ano não se reflita na CIAJ’16 que pouco se sentiu na cidade, mas que deixe um legado que se estenderá para lá de 2018, pois essa será a principal vantagem.

Tendo a cidade a vida associativa que tanto ambicionou, é tempo de cumprir a promessa de uma Casa Associativa, talvez no edifício Francisco Sanches, com sede para muitas associações que, como a JovemCoop, não têm onde se instalar o que acaba por comprometer, em parte, o desenvolvimento de atividades.


Em suma, esperamos que 2018 seja o ano do Desporto, mas também o ano da Ação, pois, caro leitor, se recordar a nossa crónica de 2015 verá que, infelizmente, os desejos para a cidade se repetem pois nada foi feito no que a estes assuntos diz respeito. Um Bom Ano para si e para os seus são os votos da JovemCoop.

12 de dezembro de 2017

Crónica "Precisa-se Voluntário (parte 2)"


Precisa-se jovem responsável, com espírito de equipa, criativo, com espírito de iniciativa, comunicativo e com vontade de aprender.

Caro leitor,

Mediante o cenário pouco apelativo do emprego a nível nacional, perguntamos-lhe: Conhece alguém cujas características se encaixem neste perfil? Grande parte das pessoas, que podem concorrer a este anúncio de emprego, trazem, no seu currículo, muito mais do que a experiência profissional ou a área de estudos, trazem experiências únicas de um trabalho em prol da comunidade, ou seja, voluntariado.
No passado dia cinco de dezembro, Dia Internacional do Voluntário, fomos convidados pela Escola Secundária Carlos Amarante e pela Junta de Freguesia de S. Victor a refletir sobre as competências que o voluntariado nos traz através da educação não formal. O simples facto de pertencermos a uma associação ensina-nos a viver em comunidade, numa sociedade cada vez mais individualista. Esta convivência faz-nos saber viver em espírito de equipa, de um modo responsável, reforçando ainda a característica comunicacional que nos é inata. A vontade de aprender, a par do espírito de iniciativa, caracteriza qualquer voluntário, pois são estes que, muitas vezes, despoletam o início da vida associativa. Podemos, então, concluir, que pertencer a uma associação traduz-se em receber muito mais do que aquilo que se dá. Neste sentido, não deveriam existir muito mais voluntários neste país?

A JovemCoop está sempre de portas abertas para receber gente nova, com novas ideias e projetos, por isso, porque não aproveitar o final do ano para lançar os objetivos do ano que vem, e nele incluir um projeto de voluntariado?

Enquanto reflete a que causa se pode juntar, desafiámo-lo a colaborar connosco em duas missões solidárias, que já nos são muito familiares: a missão “Põe Azeite” e a missão “Sobre a Manjedoura”. O objetivo de ambas as missões é aquecer o coração das famílias carenciadas. A missão “Põe Azeite” irá temperar o Natal de quem mais precisa, colmatando o cabaz de natal distribuído pela Comissão Social de S. Victor, onde este bem é, por vezes, escasso. A missão “Sobre a Manjedoura” recolhe todo o tipo de produtos necessários a um bebé, como produtos de higiene, alimentares, roupa e mantas, proporcionando o conforto necessário nos primeiros tempos de vida. Poderá deixar o seu contributo na Junta de Freguesia de S. Victor, todos os dias úteis ou na Capela da Nossa Senhora de Guadalupe, aberta ao domingo, das 11h às 12h30. Ambas as missões são lideradas pelo Grupo Coral de Guadalupe, mas quem é voluntário raramente consegue ficar só por uma causa, por isso, sentimos uma necessidade imperativa de nos aliarmos a estas missões pelo nono ano consecutivo. Também pode contribuir participando na caminhada pelas Torres Sineiras, organizada pela JovemCoop em parceria com a Braga+, no próximo dia 16 de dezembro, onde a inscrição será uma garrafa de azeite.

Como pode ver, amigo leitor, não faltam argumentos para se juntar a uma associação, seja em que área for, e dedicar uma pequena parte do seu tempo a uma causa maior. Apelando à ponderação sobre o assunto, nesta época natalícia não faltam formas de ajudar a que todas as famílias tenham um natal mais digno. Desejamos-lhe um Santo e Feliz Natal e um Ano Novo repleto de voluntariado. Encontramo-nos em 2018.

14 de novembro de 2017

Crónica "Precisa-se Voluntário"


Precisa-se voluntário

Calor leitor,

Pedimos desde já desculpa pela ousadia, mas a pergunta impõe-se, É VOLUNTÁRIO?

Não precisamos saber a instituição ou a associação à qual dedica uma parte do seu tempo com alguma regularidade, perguntamos apenas se é voluntário?

Infelizmente, uma esmagadora parte de pessoas dirá que não, pois, segundo alguns estudos, nós somos dos países da europa que menos fazemos voluntariado. Parece-nos no mínimo irónico, que nós portugueses, que somos conhecidos pela nossa união sempre que a causa é nobre, sejamos dos países com uma taxa de voluntários muito inferior à média europeia. Então, por esse motivo, entendemos que estamos culturalmente ensinados a ser solidários apenas em certos momentos, como por exemplo no natal que se aproxima. Dentro de alguns dias irão, certamente, começar as campanhas solidárias na porta dos supermercados, quer a pedir bens alimentares, quer brinquedos, para que todos possam celebrar o natal em condições adequadas. Outra situação é a dos bombeiros. Temos, neste momento, quarteis sem mais capacidade de armazenamento, devido à ajuda de todos depois das últimas catástrofes nacionais. No entanto, em ambos os casos, falamos de uma ajuda sazonal e demasiado centralizada. Ainda bem que  esta ajuda acontece, não nos interprete mal, mas será que as famílias só precisam de ajudas alimentares  no natal, e as crianças também só são merecedoras de presentes no natal? Será que é só depois de uma grande catástrofe  que os nossos bombeiros precisam de bens?

As respostas são óbvias e prova disso é a atual campanha dos Bombeiros Voluntários de Braga “Ajude-nos a Ajudar” onde pretendem aumentar o número de associados e por consequência o número de ajudas financeiras.

É precisamente, por ser um trabalho contínuo, que as organizações precisam de voluntários. Desengane-se quem julga que ser voluntário, poderá gerar a diminuição de postos de trabalho ou até que este seja um gerador de trabalho gratuito, pois não é nisso que assentam os valores do trabalho voluntário. Falamos de trabalhos em organizações sem fins lucrativos, trabalhos em prol da uma sociedade melhor, sempre com um bem comum. Para que esses projetos tenham vida, e acima de tudo continuidade, é sempre necessário ajudar, mais um voluntário nunca é demais, acaba sempre por fazer a diferença. Essa diferença acontece não só na vida da organização, mas também na vida do voluntário, que se vai sentir útil para a sociedade. Ao longo do tempo verá que realmente faz a diferença e que isso também o muda e molda enquanto ser humano, ajuda-o a relativizar problemas, a desenvolver competências num ambiente não formal, mas acima de tudo coloca-o num desafio de superação constante, pois quanto mais longe vai, mais longe ambiciona chegar.


Não faltam áreas em que haja oportunidade de ser voluntário, que vão muito além do voluntariado social, temas como a cultura, a natureza, a saúde, o património e muitos outros, são alvo de associações como, por exemplo, a JovemCoop, o ReFood ou a Cruz Vermelha que fazem, durante o ano, um constante apelo por voluntários. Assim, desafiamo-lo a si, caro leitor, a sair da sua zona de conforto e a celebrar connosco o dia cinco de dezembro, dia a voluntário, e nada melhor do que celebrar este dia juntando-se a um novo projeto. Depois irá ler este texto com outros olhos, os olhos de quem sabe o que é dar uma parte de si, sem esperar nada em troca, apenas ajudar a dar mais um passo para mudar o mundo.

26 de outubro de 2017

Braga Assombrada - IV edição




O dia 31 de outubro, o chamado Dia das Bruxas, é uma data frequentes vezes associada a superstições e vivências paranormais. Em Braga não faltam histórias que abonam a existência de fenómenos sem explicação, boatos de estranhos ruídos associados a habitações de grandes dimensões e incomensurável valia de âmbito patrimonial.

De forma a explorar a história do Palácio do Raio, as associações Braga Mais e JovemCoop vão organizar a IV edição do Braga Assombrada, no próxima terça-feira, 31 de Outubro, uma visita noturna a um dos edifícios mais significativos do património bracarense e da arquitectura barroca que outrora albergou a morgue do antigo Hospital de São Marcos. O ponto de encontro é às 21h30, junto à entrada principal deste palácio que agora é o Centro Interpretativo das Memórias da Misericórdia de Braga.
Durante a visita vamos ficar a conhecer as personagens mais relevantes que fizeram parte da história do Palácio do Raio, que se vão apresentar de forma criativa e adequada ao dia.

Inscrições gratuitas mas obrigatórias e limitadas em:

17 de outubro de 2017

Crónica "Estará Braga Assombrada?"



Estará Braga Assombrada?

Em primeiro lugar, endereçamos os nossos agradecimentos ao Bombeiros que estiveram no combate aos incêndios, sobretudo aqueles que deflagraram no passado dia 15 e que, com esforço, evitaram que a desgraça se abatesse sobre a cidade.

Com o aproximar do dia das bruxas, um dia tipicamente americano, acreditamos que deveríamos refletir sobre as “assombrações” que pairam sobre a nossa cidade de Braga.

Com mais de dois mil anos de história, a cidade foi crescendo desenfreadamente, encontrando-se verdadeiramente amaldiçoada pelo granito e pelo cimento. Desde o século XX que a política da cidade parece ser favorável a transformar espaços verdes em urbanizações de betão que cresceram sem qualquer controlo, ou rigor. É certo que o crescimento da cidade abrandou muito, também devido à crise que se fez sentir na construção civil, mas é também certo que pouco se faz para a criação de espaços verdes, espaços frescos onde se possa descansar. Hoje em dia, quase todas as cidades vizinhas como Famalicão, Guimarães, Ponte de Lima e até Chaves, têm um parque da cidade ou um jardim público de grandes dimensões. E Braga? O que faz a política da cidade para combater esta “assombração” que pinta a cidade em tons de cinzento?

O Parque Verde das Sete Fontes voltou a ser bandeira de campanhas eleitorais, será que nestes quatro anos teremos, finalmente, o tão sonhado parque? Aquele Parque da Cidade de Braga que já está projetado, mas que teima em não sair do papel? Esperamos que os agentes políticos da cidade se foquem em valorizar este Monumento Nacional, bem como toda a sua envolvente e, em simultâneo, combater este que é um dos maiores e mais antigos “fantasmas” da cidade, mas que, infelizmente não é o único.

Também a Casa das Convertidas parece ter sido assombrada pelo esquecimento. Os anos passam e aquela casa que preenche a esquina da Rua de S. Gonçalo com a Avenida Central não vê forma de abrir as suas portas. Esforça-se por sobreviver ao longo dos anos, mas aquela que já foi uma casa cheia de vida é agora um espaço fechado de memórias. O Recolhimento das Convertidas merece ser valorizado pelo Imóvel de Interesse Público que é, e não basta arranjar o telhado ou pintar a fachada. É importante combater a deterioração do edifício, mas tendo sempre em vista o objetivo final de abrir as suas portas e não de adiar a solução para este edifício. Para nós, esta poderia ser uma excelente casa da cultura, pois se Braga ambiciona ser Capital Europeia da Cultura em 2027 é importante começar por valorizar e reconhecer a importância de muitos edifícios históricos da cidade.

A Fábrica Confiança é outro edifício com grande valor histórico na cidade, que merece ser reconhecido. Braga teve, em tempos, uma vida industrial muito ativa que foi literalmente desaparecendo ao longo dos tempos. Sobrevivendo até aos dias de hoje, apenas o edifício da Saboaria e Perfumaria Confiança. Muito se tem falado acerca do futuro deste local, mas haverá futuro para o último “pedaço” de história industrial vivo na cidade? Recentemente, o edil da cidade falou publicamente sobre a alienação da fábrica, o mesmo que fez questão de abrir as portas do edifício em 2014, no âmbito da comemoração dos 120º aniversário da fábrica. Será que em três anos a Confiança perdeu o valor cultural que lhe foi reconhecido?

Para a JovemCoop está na hora de limpar as teias da cidade, de livrar Braga destas “assombrações”, afinal quando questionados sobre doçura ou travessura, todos escolhemos as doçuras.  Aproveitamos ainda para o convidar, a celebrar o dia 31 de Outubro, com a JovemCoop e a Braga+, na quarta edição da Braga Assombrada, desta vez no Palácio do Raio.


19 de setembro de 2017

Crónica "A importância de VOTAR"


A importância de VOTAR

Vivemos em tempos de campanha eleitoral, tempos esses de grande azáfama política gerada por todos os partidos, que pretendem distinguir-se, nesta corrida pelas autárquicas. Neste período, todos os partidos políticos querem expressar-se nos debates, espalham cartazes por toda a cidade, chegam até pela caixa do correio, nunca esquecendo, claro, o poder dos media que nos dão a conhecer as propostas dos candidatos. Arriscamos dizer que os períodos de campanha eleitoral não passam indiferentes no nosso quotidiano, falando-se de política, falando-se de votos, mesmo que na realidade, terminada a campanha, fiquemos alheios a tudo isso. É nesta última parte que acreditamos estar o problema. Fora o período de campanha, há um distanciamento entre os cidadãos e a política que não deveria existir. Afinal, se pensarmos nas últimas eleições autárquicas, em 2013, a taxa de abstenção rondou os 47%, a mais alta desde as primeiras eleições. Não deveria ser criada, quase nesse imediato, uma união de forças partidárias cujo objetivo fosse exclusivamente combater a abstenção? Talvez haja uma preocupação centrada na autopromoção de cada um, em vez se de promover política, de se promover o voto, seja ele qual for.

Será que é transmitida a importância de ir votar? Não deveriam os nossos agentes políticos, acima de tudo, ter o papel de consciencializar para a responsabilidade cívica que é votar?

Na opinião da JovemCoop é fundamental apostar num processo de consciencialização do que é o direito de votar. Hoje, a maioridade dá-nos o direito de votarmos em todas as eleições existentes no nosso país, no entanto nem sempre foi assim, apenas depois do 25 de Abril de 1974 é que o direito ao voto se tornou como hoje o conhecemos, universal. Durante o início do século XX, o voto era apenas concedido aos homens, chefes de família. Só em 1931 é que o voto é concedido a algumas mulheres (dizemos algumas pois existiam muitas limitações legais que inibiam grande parte da população de votar,) e só em 1933 é que o voto é aberto às mulheres solteiras. Já imaginou, cara leitora, não poder dirigir-se às urnas, no dia 1 de Outubro apenas porque nasceu mulher? Ou por não ser casada? Só na segunda metade do século, em 1968, existiu o direito de votar sem qualquer discriminação em função do género, sendo impossibilitado aos cidadãos que não soubessem ler. Em suma, foram precisos muitos anos, mais de meio século, e uma revolução para que todos os cidadãos portugueses tivessem o igual direito de votar, sem qualquer discriminação. Por esse motivo, e de forma a honrar todos aqueles que lutaram pela igualdade, parece-nos fundamental não esquecermos a nossa identidade, a nossa história e votarmos em todas as eleições. Não falamos apenas das autárquicas que se avizinham, mas em todas as eleições que ocorram no nosso país.


Votar é um direito, é certo que todos temos a liberdade de escolher exercê-lo ou não, mas será que quando optamos por não o fazer estamos verdadeiramente conscientes daquilo do que abdicamos? Ao escolhermos não votar, devemos estar todos conscientes de que o nosso voto é a nossa forma de nos expressarmos sobre os futuros governantes do nosso país, da nossa câmara e da nossa junta de freguesia, e que estamos a inibirmo-nos de dar essa opinião. Não colocamos em questão a escolha sobre quem votar, mas sim na necessidade de inverter a abstenção. Apenas pretendemos refletir sobre o afastamento dos cidadãos das urnas, um afastamento que não honra nenhum país, pois só mostra que alguma coisa estará errada. Por isso acreditamos que é urgente consciencializar a população para a importância do voto, e que esse trabalho não pode ser feito apenas em época de campanha, ou seja, em vésperas de eleições. Deixamos esta reflexão esperando, encontra-lo, a si, caro leitor, nas próximas eleições dia 1 de outubro. Seja qual for a sua escolha, VOTE!

16 de agosto de 2017

Feliz Aniversário JovemCoop


Todos sabemos que existem momentos na vida que não se explicam...apenas se sentem. A JovemCoop é tal como esses momentos, faz-se sentir nas nossas vidas de um modo que não conseguimos explicar.
É certo que podemos contar toda a história da JovemCoop, ou até descrever a passagem de cada um de nós pela associação, mas ficará sempre algo por dizer. Há sempre uma essência que apenas quem vive a JovemCoop consegue sentir. Essa essência é única em cada um de nós, pois do mesmo modo que cada pessoa é única no mundo, também a JovemCoop se torna única na vida de cada um de nós. 

Os 38 anos da JovemCoop simbolizam anos de muitas vitórias, de muitas metas alcançadas, mas também são muitos anos de aprendizagem e de superação de obstáculos. Assim, reconhecendo como pode ser difícil a vida associativa, esta longevidade só nos pode deixar felizes. 

Poderemos tomar sempre novos rumos, mas temos a certeza que os valores e a essência da JovemCoop serão sempre os mesmos!!




Parabéns JovemCoop 



#parabensJovemCoop #38

17 de julho de 2017

O Nosso Património - Dia 11




Olá :)

Hoje, no 11º dia do "O Nosso Património", visitamos o Complexo Eco-Monumental das Sete Fontes. Após uma curta caminhada, chegamos ao Complexo. Para quem ainda não sabe, as Sete Fontes localizam-se na freguesia de São Victor, cidade e concelho de Braga. Constituem-se num sistema de abastecimento de água à cidade, construído no século XVIII.
No entanto, sabe-se que também a vida de Bracara Augusta passava por lá, pois os romanos deixaram os seus vestígios perto daquele local. O que nos leva a pensar que por aqueles lados existisse uma espécie de "zona industrial" romana.
Durante a visita tivemos o prazer de sermos acompanhados pelo Senhor Joaquim Peixoto que nos mostrou e explicou tudo o que era importante para aprendermos mais sobre este belo local. Para  o mim, Manuel, que fui pela primeira vez, foi uma visita extraordinária que mostrou um outro lado da nossa cidade, que me era desconhecido. Já eu, Sofia, como já conhecia o espaço, fiquei a conhecer melhor o espaço e a achá-lo um bom ponto geográfico para integrar o Parque Natural da Cidade. É importante mostrar à população que as Sete Fontes existem e que deviam ser melhor aproveitadas. 

Manuel Ferreira e Sofia Afonso.

14 de julho de 2017

O Nosso Património - Dia 10




Boa tarde a todos,

Hoje, o décimo dia da atividade “o nosso património” dirigismo-nos para o auditório na junta de freguesia. Começamos por realizar uma atividade que consistia em responder a perguntas de sim ou não em função dos gostos da pessoa à esquerda. Quando o que respondíamos estava errado, a pessoa do nosso lado esquerdo dizia “psiquiatra” e como estávamos organizados em roda tínhamos que trocar de posição.

Depois de concluída a atividade, dirigímos-nos à capela de Nossa Senhora de Guadalupe  onde demos continuidade a uma atividade em que cada grupo trabalha numa construção com materiais reciclados.  Esta atividade é importante não só poer termos de apelar à nossa imaginação, mas também porque nos consciencializa para reutilizarmos materiais. Além disso dá-nos a oportunidade de nos conhecermos melhor enquanto trabalhamos em grupo. Chegada a hora de partir regressamos à junta de freguesia e terminámos mais um grande dia desta atividade.

Vasco Cruz Teixeira, “João” Afonso Faria.

13 de julho de 2017

O Nosso Património - Dia 9






Ola,

Hoje, dia 13 de Junho, como habitual, os participantes na atividade da JovemCoop encontraram-se pelas 09h30 na Junta. 
Após a chamada e a troca das primeiras palavras, seguimos para o Museu D. Diogo de Sousa que, para alguns dos participantes, já é familiar. 
Mal chegamos, fomos recebidos pelo Guia que nos ia acompanhar na visita.
Seguidamente, vimos um vídeo de introdução e apresentação do museu e, depois disto, fomos encaminhados para os laboratórios de recolha e conservação dos objetos achados.  Fomos recebidos por uma senhora especializada nesta área que nos explicou alguns dos processos pelos quais um vestígio passa até este se tornar uma peça exposta no museu. Procuraram também sensibilizar-nos para a importância desses mesmos processos na nossa cultura e conhecimento da nossa história. 
No tempo restante tivemos a oportunidade de conhecer algumas das deusas romanas e divindades mais específicas da cidade de Braga, como a fortuna com a sua cornocópia, ou a deusa Minerva no cimo do seu pedestal, mas a mais bonita, para mim foi a Cibele, protectora da cidade. 
Assim passamos mais um dia no "Nosso património" visitando um dos grandes tesouros da nossa cidade e que deve ser mais valorizado.

Praça