16 de agosto de 2017

Feliz Aniversário JovemCoop


Todos sabemos que existem momentos na vida que não se explicam...apenas se sentem. A JovemCoop é tal como esses momentos, faz-se sentir nas nossas vidas de um modo que não conseguimos explicar.
É certo que podemos contar toda a história da JovemCoop, ou até descrever a passagem de cada um de nós pela associação, mas ficará sempre algo por dizer. Há sempre uma essência que apenas quem vive a JovemCoop consegue sentir. Essa essência é única em cada um de nós, pois do mesmo modo que cada pessoa é única no mundo, também a JovemCoop se torna única na vida de cada um de nós. 

Os 38 anos da JovemCoop simbolizam anos de muitas vitórias, de muitas metas alcançadas, mas também são muitos anos de aprendizagem e de superação de obstáculos. Assim, reconhecendo como pode ser difícil a vida associativa, esta longevidade só nos pode deixar felizes. 

Poderemos tomar sempre novos rumos, mas temos a certeza que os valores e a essência da JovemCoop serão sempre os mesmos!!




Parabéns JovemCoop 



#parabensJovemCoop #38

17 de julho de 2017

O Nosso Património - Dia 11




Olá :)

Hoje, no 11º dia do "O Nosso Património", visitamos o Complexo Eco-Monumental das Sete Fontes. Após uma curta caminhada, chegamos ao Complexo. Para quem ainda não sabe, as Sete Fontes localizam-se na freguesia de São Victor, cidade e concelho de Braga. Constituem-se num sistema de abastecimento de água à cidade, construído no século XVIII.
No entanto, sabe-se que também a vida de Bracara Augusta passava por lá, pois os romanos deixaram os seus vestígios perto daquele local. O que nos leva a pensar que por aqueles lados existisse uma espécie de "zona industrial" romana.
Durante a visita tivemos o prazer de sermos acompanhados pelo Senhor Joaquim Peixoto que nos mostrou e explicou tudo o que era importante para aprendermos mais sobre este belo local. Para  o mim, Manuel, que fui pela primeira vez, foi uma visita extraordinária que mostrou um outro lado da nossa cidade, que me era desconhecido. Já eu, Sofia, como já conhecia o espaço, fiquei a conhecer melhor o espaço e a achá-lo um bom ponto geográfico para integrar o Parque Natural da Cidade. É importante mostrar à população que as Sete Fontes existem e que deviam ser melhor aproveitadas. 

Manuel Ferreira e Sofia Afonso.

14 de julho de 2017

O Nosso Património - Dia 10




Boa tarde a todos,

Hoje, o décimo dia da atividade “o nosso património” dirigismo-nos para o auditório na junta de freguesia. Começamos por realizar uma atividade que consistia em responder a perguntas de sim ou não em função dos gostos da pessoa à esquerda. Quando o que respondíamos estava errado, a pessoa do nosso lado esquerdo dizia “psiquiatra” e como estávamos organizados em roda tínhamos que trocar de posição.

Depois de concluída a atividade, dirigímos-nos à capela de Nossa Senhora de Guadalupe  onde demos continuidade a uma atividade em que cada grupo trabalha numa construção com materiais reciclados.  Esta atividade é importante não só poer termos de apelar à nossa imaginação, mas também porque nos consciencializa para reutilizarmos materiais. Além disso dá-nos a oportunidade de nos conhecermos melhor enquanto trabalhamos em grupo. Chegada a hora de partir regressamos à junta de freguesia e terminámos mais um grande dia desta atividade.

Vasco Cruz Teixeira, “João” Afonso Faria.

13 de julho de 2017

O Nosso Património - Dia 9






Ola,

Hoje, dia 13 de Junho, como habitual, os participantes na atividade da JovemCoop encontraram-se pelas 09h30 na Junta. 
Após a chamada e a troca das primeiras palavras, seguimos para o Museu D. Diogo de Sousa que, para alguns dos participantes, já é familiar. 
Mal chegamos, fomos recebidos pelo Guia que nos ia acompanhar na visita.
Seguidamente, vimos um vídeo de introdução e apresentação do museu e, depois disto, fomos encaminhados para os laboratórios de recolha e conservação dos objetos achados.  Fomos recebidos por uma senhora especializada nesta área que nos explicou alguns dos processos pelos quais um vestígio passa até este se tornar uma peça exposta no museu. Procuraram também sensibilizar-nos para a importância desses mesmos processos na nossa cultura e conhecimento da nossa história. 
No tempo restante tivemos a oportunidade de conhecer algumas das deusas romanas e divindades mais específicas da cidade de Braga, como a fortuna com a sua cornocópia, ou a deusa Minerva no cimo do seu pedestal, mas a mais bonita, para mim foi a Cibele, protectora da cidade. 
Assim passamos mais um dia no "Nosso património" visitando um dos grandes tesouros da nossa cidade e que deve ser mais valorizado.

Praça

12 de julho de 2017

O Nosso Património - Dia 8







Boa tarde a Todos,

Hoje, quando chegamos à junta, fomos divididos em grupos e cada um destes decidiu o seu nome, tendo sido estes alguns dos escolhidos: Esquadrão do Património e Relíquias Vitorianas, alguns grupo ainda não decidiram.
Depois de disto fomos para o Parque da Capela da Nossa Senhora de Guadalupe, retomando o nosso protejo de reutilização de materiais, que tem como objetivo tornar o parque de Guadalupe mais bonito para uma ocasião especial.
Foi um dia agradável, onde nos divertimos na companhia dos nossos amigos cooperantes.

André

11 de julho de 2017

O Nosso Património - Dia 7




Olá,

Hoje como o habitual, reunimo-nos na junta de freguesia onde ficamos a saber que iríamos passar a manhã no parque da rodovia, e que iríamos participar no "projeto rios". Quando lá chegamos explicaram--nos como é que devíamos preencher as fichas e logo de seguida dividimo-nos em 3 grupos , onde cada grupo tinha uma função, no meu grupo tivemos que entrar na água para poder analisar o rio, vegetações e animais pertencentes a ele,mas os outros grupos tiveram a função de explorar o parque. Terminamos fazendo algumas dinâmicas, uma delas sendo o jogo do telefone estragado.



steph soares

10 de julho de 2017

O Nosso Património - Dia 6




Olá!
Hoje, dia 10 de julho, reunimo-nos na junta, como habitualmente, por volta 9:30h para mais um dia no nosso património. Inicialmente a monitora Margarida fez a chamada, e seguidamente falou-nos do que iríamos visitar neste dia - a indústria bracarense.
Primeiramente visitamos o local onde previamente existira a “Fábrica Pachancho”, edificado a outubro de 1829, e onde atualmente se encontra o Pingo Doce. Foi o monitor Pedro Belo quem nos apresentou a história desta fábrica, começando por se referir à data de abertura e fecho da fábrica, o que era fabricado na mesma e explicou-nos a principal razão pela qual se tinha tornado tão ilustre, que era o facto de esta fábrica produzir os seus próprios componentes para os motores.
Seguidamente fomos até à Rua da Taxa onde antecipadamente se encontrava a “Fábrica Taxa”.
Ulteriormente deslocámo-nos até ao edifício da “Fábrica Saboaria e Perfumaria Confiança” que atualmente se encontra devoluta. Mais uma vez, o monitor Pedro Belo falou-nos da história desta Fábrica, e posteriormente preenchemos um ficha de sítio acerca desta Fábrica. Após a conclusão das fichas, regressamos à junta.
Por volta das 12:30h finalizamos mais um dia do “Nosso Património”.

Catarina



9 de julho de 2017

O Nosso Património - Dia 5


Sexta-feira, dia 7 de Julho, a Jovem Coop realizou uma atividade chamada de “peddy paper”. O que nós tínhamos de fazer era, em equipas, responder a algumas perguntas sobre certos lugares da cidade de Braga enquanto nos dirigíamos a esses lugares. Começamos todos na Avenida Central, onde os monitores nos disseram as regras do jogo. depois, passamos pelo Jardim de Santa Bárbara onde tínhamos de tirar uma foto junta às letras "BRAGA"; pela Praça do Município; pelo Campo das Hortas onde tiravamos uma foto nas máquinas TOMI; pelo Largo do Paço onde tínhamos de dizer algumas medidas para poupar água e pelo Campo Novo. No fim, juntámo-nos todos e realizamos alguns jogos. Foi muito divertido! Este foi mais um dia da atividade da Jovem Coop, onde conseguimos conhecer melhor a cidade ao mesmo tempo que "brincamos" entre todos.

Ricardo


6 de julho de 2017

O Nosso Património - Dia 4





Hoje, no quarto dia do Nosso Património, não nos reunimos no auditório como de costume, mas na sala do último andar. Após lermos os textos que foram escritos nos dias anteriores, estivemos a decidir quem iria escrever o de hoje e, com a minha sorte, calhou-me a honra de o fazer. 
Neste quarto dia do Nosso Património continuamos a conhecer melhor a história de S. Victor. Desta vez com uma visita à Capela de S. Victor o Velho.
Lá dentro, ouvimos o monitor Nuno a explicar-nos a história do sítio, que foi construído no local onde S. Vítor foi degolado. Estivemos pouco tempo no local, por já estarmos um pouco atrasados, mas deu para apreciarmos a capela por dentro. A imagem que mais chamou a atenção foi a de S. Víctor morto, que tinha uma relíquia do santo no peito. 
Quando saímos da capela regressamos à junta e preenchemos a ficha de sitio sobre a capela lá, usando a informação que recolhemos antes de voltarmos. 
Durante uma parte da manhã fizemos uma dinâmica, onde os monitores mandaram-nos escrever num papel o que queríamos que uma certa pessoa fizesse, como um desafio. Depois de todos escrevermos, o monitor Nuno trocou as regras todas e fez com que as pessoas que escreveram os próprios desafios os realizassem. Isto criou um montão de risota.
Na minha opinião, foi um dia muito engraçado e interessante, mais um para juntar à coleção.

Até breve,
Lucena

5 de julho de 2017

O Nosso Património - Dia 3



Hoje, quarta feira, foi mais  um dia de atividades e conhecimento no " Nosso Património". Por volta das 9h30, como é hora habitual, juntamo-nos todos na junta de freguesia de S. Victor para dar início a mais um dia. 
Quando chegamos,  começamos por ver 3 vídeos que pertencem à websérie S. Victor de Portas Abertas. Esses vídeos eram sobre a lenda de S. Victor e sobre a Igreja dedicada ao santo.
Depois de termos concluído a visualização dos mesmos, fizemos umas dinâmicas de grupo que consistiam em adivinhar qual a pessoa em quem se tinha falado no grupo depois de alguns elementos terem dito o que essa mesma gostaria de fazer. Acabando esta atividade seguimos para a igreja paroquial de S. Victor. Foi neste local onde nos dividimos por grupo e preenchemos as chamadas " fichas de sítio " e "fichas móvel". Estas fichas são muito importantes, pois desse modo várias entidades conseguem acompanhar o inventário e também as alterações realizadas em cada local. Com uma análise bem feita, conseguimos alertar para as imagens, ou os locais que precisam de intervenção. Após isto fizemos mais uma atividade e  seguimos novamente para Junta de freguesia.
E foi assim, mais um dia divertido e enriquecedor, na companhia de todos os elementos do "O nosso Património " :)
Para os mais curiosos deixo o vídeo da igreja de S. Victor :)

Filipa 

4 de julho de 2017

O Nosso Património - Dia 2

Hoje foi o nosso segundo dia no "Nosso Património", quando chegamos a junta de freguesia fomos organizados em grupos de 3 ou 4 pessoas e, de seguida, dirigimo-nos à Capela De Nossa Senhora de Guadalupe para realizar as fichas de sítio e de móvel.
Aprendemos várias coisas sobre a Capela desde o período em que foi construída (séc. XVIII) até à sua classificação (Imóvel de interesse público).
Quando terminamos de preencher as fichas começamos então a trabalhar no nosso projeto para a Noite Branca a partir da reciclagem de iogurtes. 
Foi um dia muito agradável visto que pudemos apreciar não só a companhia uns dos outros como também a vista lindíssima para a cidade que a Capela nos oferece.

Ana Vicente

3 de julho de 2017

O Nosso Património - Dia 1



Hoje, num dia de sol em inícios de Julho começa a 13° edição da atividade de verão "O Nosso Património". Muitos de nós ansiamos por este dia desde o ano passado. Não só porque reencontramos amigos que fizermos no Património ao longo dos anos, mas também porque o Património está nos nossos corações e fazer parte desta atividade é um prazer .
  Aqui deixo-vos o testemunho do primeiro dia desta edição de "O Nosso Património" feito por uma participante no seu terceiro ano.
  O dia começou na junta, como já é tradição. As caras já não eram estranhas, inclusive a dos monitores. Foi bom ver rostos conhecidos e sentirmo-nos em casa, mas foi igualmente reconfortante e entusiasmante ver caras e sorrisos novos.
  A Gui começou por fazer uma apresentação e explicação sobre o conceito da atividade - relembrar uns e dar a conhecer aos estreantes. O resto dos monitores fez a sua apresentação, inclusive. O presidente da Junta de Freguesia, Ricardo Silva, deu uma breve, mas muito calorosa boas vindas, alertando sempre os cuidados e a responsabilidade que a atividade tem (porque participar no Património não é só visitar museus/monumentos).
  As dinâmicas iniciaram na Junta, elas são feitas para nós conhecermo-nos melhor, sem ser pela forma tradicional e básica. O primeiro jogo que fizemos foi muito interessante e algo que nunca tínhamos feito antes. Baseia-se em cada um de nós explicar, resumidamente, a foto de fundo do nosso telemóvel. Isto saltou várias gargalhadas e momentos engraçados. Em seguida, depois de várias outras dinâmicas e de inúmeras tentativas (bem sucedidas) de decorar o nome de todos - participantes e monitores - o destino foi a avenida. Lá realizámos o jogo do Nó, não podia faltar, e surpreendentemente o nível de dificuldade diminui, acho que finalmente estamos a apanhar o jeito!! Uma entre muitas das dinâmicas realizadas nesse dia foi um jogo que consistia arranjar um par, trocar informações com ele e depois trocar de par sucessivamente.
  Foi uma tarde muito bem passada, repleta de gargalhadas e sorrisos. Deixou o gosto para o que virá nestas 4 semanas de Património que eu aposto que irão ser inesquecíveis.

Érica

27 de junho de 2017

Crónica - "Pelas gerações de amanhã"


Pelas gerações de Amanhã

Chega, até aos dias de hoje, um dos mais singulares legados do século XVIII. Provavelmente projetado por D. Rodrigo de Moura Teles e edificado por D. José de Bragança, ao longo de aproximadamente 3500 metros, o Complexo Eco-Monumental das Sete Fontes é, ou deveria ser, um dos locais com maior destaque na periferia do centro histórico da nossa cidade.

Monumento Nacional desde 2011, muitos são os bracarenses que já visitaram as Sete Fontes e toda a sua envolvente, sonhando ver ali o Parque Verde que a cidade merece e que, inclusive, já foi projetado para aqueles hectares. Reflexo do poder da comunidade, as Sete Fontes já foram tema de várias discussões públicas, já viram o seu destino ameaçado, mas devido a um conjunto de sinergias, onde entidades e cidadãos uniram as forças, foi conseguida a salvaguarda deste que é um espaço único na cidade. No entanto, ainda muito falta fazer para dar uma maior dignidade àquele local. É certo que as Mães D’Água foram já alvo de intervenção, mas até o Parque Verde sair do papel e ganhar forma no terreno, infelizmente, ainda muita água terá de correr.  

No passado dia 13 de junho, a Câmara Municipal de Braga fez um ponto de situação aberto a toda a comunidade, para que todos ficassem a par do andamento do processo. Como não podia deixar de ser, a JovemCoop esteve presente e concluímos que blindaram-se situações que estavam soltas, partindo, só agora, para a estratégia do Parque. Estima-se que num prazo de dois anos o projeto irá finalmente avançar e tenha já uma frente urbana concluída. Contudo, na nossa opinião, antes de avançar com o projeto seria conveniente organizar um diálogo público, dado que será um espaço para usufruto de toda a população, pois acreditamos que todos poderão acrescentar alguma mais-valia ao projeto. Durante a sessão de esclarecimento, todos foram convidados a estarem presentes na inauguração da bica pública das Sete Fontes, que deverá acontecer no dia 15 de julho.

A salvaguarda e valorização do património é um dos principais focos da JovemCoop, e acreditamos que deveria ser também de toda a sociedade. É urgente protegermos os vestígios de história que chegam até aos dias de hoje, pois todos eles contribuíram para a construção da nossa identidade enquanto bracarenses. Por esse motivo, achamos fundamental as visitas ao Complexo Eco Monumental das Sete Fontes, pois todos aqueles que visitam este complexo não conseguem sair de lá indiferentes. Só queremos proteger e preservar aquilo que conhecemos e que sentimos que também nos pertence e, para isso, nada melhor que visitar e conhecer os locais.


Como forma de sensibilizar os futuros adultos da nossa cidade para questões como a proteção e valorização do património, a JovemCoop dará início, no próximo dia 3 de julho, à décima terceira edição de “O Nosso Património”, uma atividade realizada para jovens dos 12 aos 17 anos que tem como finalidade dar a conhecer o património existente na cidade, em geral, e na freguesia de S. Victor, em particular, uma vez que a Junta de S. Victor é parceira neste projeto desde a primeira edição, em 2005. Acreditamos que, desta forma, no dia de amanhã, quando estes jovens forem adultos, valores como preservar ou valorizar já estarão na consciência de todos. Nessa altura, quando forem passear pelo Parque da cidade de Braga, poderão dizer que conheceram as Sete Fontes quando ainda poucos as valorizavam e que também eles contribuíram para a preservação daquele local. Um local sonhado por pequenos e graúdos que é urgente tirar do papel. Braga precisa de um espaço verde, Braga precisa de valorizar e preservar aquilo que faz desta cidade uma cidade única.

26 de junho de 2017

"O Nosso Património" XIII edição - Inscrições abertas



Já estão abertas as inscrições para a tão esperada XIII edição d"O Nosso Património", que decorre de 3 a 26 de Julho, na Junta de freguesia de S. Victor.

Esta atividade é direcionada para jovens dos 12 aos 17 anos, e pretende consciencializar para a preservação e protecção da natureza e do património. De um modo informal, todos os participantes irão conhecer alguns dos monumentos da cidade, assim como um pouco da sua história. 

 Durante cerca de quatro semanas, os participantes percorrerão as ruas da cidade, de segunda a sexta feira, das 9h30 às 12h30. O ponto de encontro para todas as atividades será na Junta de Freguesia de S. Victor.

Para mais informações ou para realizar inscrições poderão dirigir-se à Junta de Freguesia de S. Victor ou através do nosso e-mail info@jovemcoop.com.


30 de maio de 2017

Crónica "A César o que é de César"




A César o que é de César

Pelo décimo quarto ano consecutivo, Braga voltou a cobrir-se de vermelho e dourado para honrar as suas origens enquanto cidade. Desengane-se aquele que pensa que a Braga Romana é sempre igual, pois cada edição é única.

Nesta edição, melhoria e inovação foram notórias e não terão passado despercebidas a todos aqueles que, ao longo dos anos, têm vindo a participar naquela que é a recriação histórica das origens da cidade. Na nossa opinião, muito mais do que um mercado animado, a Braga Romana é pedagógica. Prova disso é a área pedagógica que, a cada edição, aumenta a oferta e ainda assim parece ser insuficiente, pois há sempre quem queira participar. Este ano, o melhoramento do espaço deu o merecido destaque àquela que é uma das mais importantes áreas do evento. Não faria sentido comemorarmos as nossas origens sem as partilharmos com os mais novos que se mostraram sempre curiosos e animados em conhecer as histórias da cidade augusta. Também a forma como se envolve a comunidade - as associações, as escolas, todos os voluntários - torna a Braga Romana num grande evento pedagógico, pois todos, ou quase, se vão esforçando para aprender um pouco mais sobre a civilização romana. Por exemplo, este ano, com a primeira edição do concurso de estandartes, muitas foram as escolas e associações que realizaram um novo trabalho de pesquisa para poderem participar corretamente. As recriações históricas são também uma interessante aposta para enriquecer a visita de quem anda pelo espaço à descoberta, veja-se por exemplo a presença do IEFP nas Termas Romanas que conseguiu, de um modo muito peculiar, cruzar a história com a atualidade, transmitindo assim o quotidiano romano e também os cursos disponíveis pelo mesmo. Podemos, ainda, abordar as visitas guiadas e o curso de latim, que permitiu descobrir Bracara Augusta, para além daquela que é associada à Braga Romana.

No entanto, sempre que há inovação, há também um risco que se corre, pois poucas são as coisas que ocorrem bem à primeira e que não podem melhorar. Na nossa opinião, agora que já terminou a 14ª edição da Braga Romana, é tempo de refletir sobre a 15ª edição e tentar sempre aperfeiçoa-la. Para a JovemCoop, a Braga Romana já é muito mais do que um evento para a cidade, pois a sua amplitude já a tornou num dos momentos turísticos da cidade. Por esse motivo, deverá também ser pensada para aqueles que a visitam, tendo informações em várias línguas como castelhano/galego, inglês e francês, por exemplo. Não só os flyer’s devem ser traduzidos, como devem existir, nos locais centrais, informações que orientem os visitantes, ou, pelo menos, pessoas capazes de os compreender e de lhes explicar todo o evento. Também por ser uma recriação histórica cada vez maior e mais conceituada, deve continuar a crescer o rigor no evento e nos seus cortejos, evitando óculos de sol, verniz, sapatilhas, ou mesmo o mero desfile de roupas da época. A participação com uma alusão histórica deve ser um desafio colocado à comunidade.


Não poderíamos falar desta edição da Braga Romana sem falarmos de “Augusto Prima Porta”. Reconhecemos que esta representação do imperador César Augusto poderá ser um pouco afastada daquele que é o nosso (pre)conceito de estátua. Contudo, deve ser tida em conta toda a investigação científica existente acerca da mesma. Todos poderão ter a sua opinião quanto ao gosto ou não pela mesma, certamente nem todos os romanos a achariam a mais bela. Porém, há uma simbologia e um valor que não lhe poderá ser negado. Destacamos não só a policromia, que era comum na época romana, mas também a couraça do imperador, associado ao topónimo Bracara Augusta, onde está representada Hispânia e Gália. Por ser uma estátua tão invulgar, acreditamos que junto a ela deveria constar uma pequena explicação da mesma, de modo a que não seja conhecia apenas pela sua diferenciação, mas também pelo seu valor. Talvez, num momento futuro, possa voltar a ser dada a explicação histórica da imagem de César Augusto junto da mesma, e não apenas na sessão de esclarecimento que ocorreu na véspera da inauguração. Não questionando a beleza da mesma, sugerimos que todos olhem para “Augusto Prima Porta” como monumento de excelência que poderá potencializar a visita aos mais curiosos e enriquecer a nossa Bracara Augusta. Mas há um ensinamento que esta estátua já nos concedeu…em cima do pedestal, apresenta-se descalça, num sinal de humildade e de ligação à terra, contrariando quem se põe em bicos de pé, querendo chegar mais alto, anunciando a desgraça pela sua colocação. “A César o que é de César”.